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PSICOLOGIA É COM PSICÓLOGO!

Em nosso mundo atual, onde a tecnologia é um fato, as mudanças são constantes, o mundo globalizado nos informa sobre tudo que acontece e o tempo parece escasso, as mudanças são constantes e tudo parece ser efêmero. As pessoas têm dificuldades de sentir ou de se frustrar tentando demasiadamente encontrar algo que lhes alivie a dor e/ou as angustias que tanto as aflige. Não que devemos buscar a dor, mas devemos sim entender que ela é uma manifestação de algo que precisa ser visto, entendido e redefinido. Mas como o tempo urge e as relações se tornaram superficiais a busca é de algo mágico e imediato: “um remédio instantâneo”. Com isso surgem pessoas que apresentam técnicas e intervenções que visam minimizar a dor emocional e ou reestabelecer o equilíbrio nas relações sejam elas emocionais ou familiares, com a mesma superficialidade e efemeridade do mundo que se apresenta. Estas técnicas e intervenções apesar de estarem muitas vezes presentes em abordagens psicológicas, não fazem parte do arsenal terapêutico do psicólogo. Muitos não entendem o porquê, ou ainda acreditam que os psicólogos estão perdendo espaço ou a oportunidade de usar estas técnicas. Neste dia 27 de agosto a profissão de psicólogo comemora 55 anos no Brasil, e aproveitamos esta data para explanar acerca de nossa profissão, esclarecendo o que fazemos e porque não usamos tais intervenções.

A psicologia surge como ciência no século XIX a partir de sua desvinculação da filosofia. A partir de seu reconhecimento no meio científico vem evoluindo e se construindo até os dias atuais. No Brasil, a Psicologia foi instituída pela Lei N° 4.119, em 27 de agosto de 1962 e após o reconhecimento da profissão o Decreto nº 53. 464, de 21 de janeiro de 1964, passou a regulamentar e disciplinar o funcionamento dos cursos de psicologia no país. Sabemos que não é somente por leis que se expande e desenvolve uma profissão, se não por força, luta e esforços de profissionais atuantes. Hoje muitos são os cursos distribuídos em nosso estado e em todo país formando profissionais de grande valor.
Portanto, a Psicologia é uma ciência reconhecida e estruturada que estuda e analisa os processos intrapessoais (do ser humano consigo mesmo) e interpessoais (do ser humano com os demais), possibilitando a compreensão do comportamento humano individual e de grupo, por meio de instituições de diversas naturezas. Contudo, por se tratar de um conhecimento que está ligado ao estudo do próprio ser humano, o que se percebe é o grande interesse que envolve as pessoas de modo geral. Entendemos que o acesso à informação disseminou diversas áreas de conhecimento do comportamento humano, no entanto é o Psicólogo que está eticamente comprometido com sua profissão, bem como com a aplicação dos conhecimentos e instrumentos desta. E é esse comprometimento ético que impede o psicólogo de expor seu paciente e suas dores, não permitindo que pessoas sem a qualificação adequada possa dizer de forma tão taxativa as causas e os culpados de suas angústias, mesmo porque não há de se falar de causalidades, mas sim da complexidade do ser e de suas relações. Os profissionais da Psicologia têm o compromisso de zelar por sua profissão e pelo respeito ao ser humano, bem como o dever ético e moral de se posicionar neste contexto tão conturbado da sociedade atual.
Diante do exposto, é importante que o psicólogo diga quem ele é, o que faz, e como faz, para poder continuar contribuindo para minimizar o sofrimento humano. Somos profissionais da ciência, buscamos o bem-estar do ser humano e da sociedade, por meio de técnicas e procedimentos reconhecidos pela ciência psicológica, zelando pela ética e pela profissão de psicólogo. Assim, podemos dizer que de acordo com o ditado popular: “de médico e louco, todos nós temos um pouco”, mas hoje em dia podemos acrescentar a este que “de psicólogo, médico e louco, todos nós temos um pouco!” Porém, quando se trata de atuação profissional da PSICOLOGIA, SOMENTE O PSICÓLOGO ESTÁ APTO para fazê-lo.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

A GERAÇÃO SEM METHIOLATE

QUANDO A DOR NECESSÁRIA É IMPEDIDA, A FRAGILIDADE SE INSTALA
O tema que trazemos hoje para reflexão, prezado leitor, surgiu num dia de trabalho em uma empresa. Falávamos das dificuldades, na atualidade, das pessoas enfrentar o desconforto e exigências do mundo. Percebe-se que quando o esperado, no mundo pessoal ou do trabalho, não acontece, muitos se desestruturam, isto porque o tropeço não é visto como parte do processo de crescimento. Nos dias atuais é comum a busca de alívio imediato com o entendimento de que “a dor vai passar quando o remédio for aplicado”. Porém, mais do que livrar-se da dor é importante entendê-la, ela tem um significado no processo de amadurecimento, não a sentir é deixar de vivenciar o aprendizado.

Naquele dia de trabalho foi relembrado o “Merthiolate”. Que há gerações atrás, quando as crianças se machucavam, ralavam a pele, usava-se o “Merthiolate” sobre o ferimento, e ardia, como ardia… Na época, os pais colocavam o medicamento e sopravam para diminuir os efeitos ruins. As crianças as vezes fugiam ou choravam, pois sabiam que a dor do remédio era maior que a do próprio ferimento. Já os pais sabiam qual era o objetivo, sarar, e para isso teriam que deixar seus filhos passarem por aquela dor, talvez até maior. Pois bem, a indústria farmacêutica inventou uma medicação sem o efeito da ardência. De maneira metafórica, olhamos as atitudes dos pais na atualidade que impedem a ardência da vida de seus filhos, deixando tudo muito fácil e sem dor. Eles não percebem, no entanto, que desta forma também impedem seus filhos de lidar com coisas desagradáveis, uma vez que isto requer suportar o que muitas vezes não vem tão docemente quanto gostariam. Então que filhos estão criando para o mundo? Como estão preparando as gerações futuras para enfrentar crises econômicas, pressões no trabalho, problemas familiares, perdas físicas e emocionais? Sabemos que há “remédio” para qualquer dor, entretanto as vezes demora, ou não traz a resposta desejada. O “remédio” pode ser a análise do problema, a busca de outras possibilidades, uma dor momentânea para um equilíbrio posterior. E ainda, há momentos que precisamos contar com o auxílio de pessoas que nos são caras para que, como aqueles pais, soprem sobre nosso machucado diminuindo a ardência para encontrarmos um outro jeito de encarar o que aconteceu.
Receber a dor, o desconforto, o problema como uma oportunidade de fortalecer-se é necessário, visto que tornar-se forte para enfrentar as adversidades requer um aprendizado constante. Para que se aprenda encarar os problemas organizacionais, analisar, encontrar soluções, promovendo o crescimento, pode-se buscar o auxílio de algum membro da equipe de trabalho o qual se confia para pensar junto. No entanto, quando a dor vem de conteúdos emocionais de sua vida, o “sopro” precisa ser mais especializado, para que não “contamine” e traga outras dores. O Psicólogo clínico, com seus métodos e técnicas, administra o “Merthiolate”, bem como o sopro para que doa menos. Enxergar a si mesmo faz doer, mas também permite que a pessoa se fortaleça para os novos arranhões da vida, até porque não há como não nos machucarmos eventualmente.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

POEMA PARA DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Imaginemos Sociedades
de Mulheres e Homens
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de suas diferenças sexuais

Homens e Mulheres
Crianças-jovens-adultos-idosos
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de gerações

Mulheres e Homens
Brancos, negros, amarelos
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de cor, raça etnia

Homens e Mulheres
Com ou sem necessidades especiais
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de condições psicofísicas

Mulheres e Homens
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de culturas, religiões,
territórios, países, nações.

Este e o NOVO HORIZONTE
De “um outro mundo possível”
Para o qual aponta o desejado
Equilíbrio Masculino-Feminino.

Por acreditar “Um outro mundo e possível” com Novas Relações Sociais de Gênero
Que se manifestam na Equidade que respeita a Diversidade Social
Como condição de garantir a Igualdade de Direitos Humanos…
A esta causa dedico grande parte de minha existência.
Moema Viezzer

RTC Alianca, Toledo, 08.03.2016

QUEM JULGA SUA VIDA ?

Diante de um conflito na vida das relações é recomendável se analisar o fato e buscar o caminho mais adequado para reparar os danos, de tal forma que os envolvidos possam continuar suas vidas e os relacionamentos sem traumas. Porém, o que se tem observado é que a inflexibilidade, a falta de paciência e de disponibilidade em buscar soluções levam as pessoas à Justiça para que alguém que lhes dê solução, aliás, por vezes não necessariamente solução senão a confirmação de estarem certas, validando seu ponto de vista. Essa realidade aumenta o número de processos que se arrastam por longo tempo no Judiciário e deixa a vida dos envolvidos amarrada a uma lide, na esperança que um terceiro venha julgar o que muitas vezes só os envolvidos são capazes de avaliar e mensurar quanto ao dano emocional causado e, compreender qual a parcela de cada um no conflito oportunizando a aprendizagem da resiliência.

A falta de hábito em fazer uma autoanálise com o objetivo de colocar-se no lugar do outro e entender o conflito na busca de soluções em conjunto é uma das causas da juridicialização dos conflitos interpessoais. O aumento do número de processos abarrotando os Tribunais faz com que a demanda seja maior do que o Judiciário possa dar conta e isso prejudica a celeridade processual. Algumas reflexões neste momento são pertinentes: O que está acontecendo com a humanidade? Que lutas internas estão travando? Que cegueira emocional é esta? Que sentimento impossibilita o colocar-se no lugar do outro? O que determina se ver sempre como vitima e acreditar que o outro é quem deve reparar os danos? O radicalismo seja ele qual for é uma trava para que novas possibilidades surjam e tragam novos horizontes. É preciso estar disposto a rever conceitos, a fazer análises mais profundas e se modificar para um bem maior, onde o importante não só o meu, nem só o seu, mas o todo. Aquele que harmoniza as relações compreende e consegue escutar o ponto de vista do outro. Diante desta realidade, alternativas estão sendo propostas pelo próprio Judiciário para a solução de conflitos, como a mediação e conciliação. Por meio destas, busca-se de forma neutra ouvir as partes e principalmente fazer com possam reestabelecer a comunicação apoderando-se da capacidade de resolver seus conflitos.
A sentença é uma decisão fria, pela qual o Juiz a partir de um “pedido escrito”, por meio da argumentação de um representante e suas provas deverá aplicar a lei. Porém, diante da complexidade das relações e dos sentimentos do ser humano, nem tudo se consegue transcrever nem analisar minuciosamente, o que faz com que os operadores do Direito se utilizem de vários casos com similaridade para interpretar a Lei e dar uma sentença favorável a uma das partes. Assim, sempre haverá um vencedor e um perdedor e nada se modifica. Um bom mediador oportuniza a reflexão, o entendimento do que está além dos pedidos processuais. Possibilita olhar pessoas em interação que possuem sentimentos os quais muitas vezes podem cegar a capacidade de encontrar soluções. E principalmente, propicia validar a vontade latente de se ver atendido, escutado, mesmo que não tão vitorioso.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O QUE SE FALA E O QUE SE VIVE?

Todo o ano no dia 12 de junho aqui no Brasil comemoramos o Dia dos Namorados, e cada pessoa busca um jeito criativo, ou repetitivo, para demonstrar o seu sentimento. Muitas vezes ouvimos que o gesto dispensa a palavra. Neste dia muitas pessoas esperam dar ou receber sua manifestação de amor com gestos, palavras ou ambos. Mas será que nesses dias todos se sentirão felizes? O que um quer comunicar e o que o outro recebe será que é a mesma coisa? Qual o peso da palavra ou desse gesto?

Transitando no campo da subjetividade, sabemos que muitas vezes tentamos dizer o que sentimos, mas nem sempre a fala dá conta do que queremos dizer. É difícil comunicar o que se passa no mundo subjetivo. As expectativas nem sempre são correspondidas, pois as pessoas escutam e interpretam segundo sua forma de ser, de ver e sentir o mundo. Um diz uma coisa e o outro entende outra. Nesse dia, ainda, as pessoas recebem pela mídia, focada no comércio, a mensagem que o tamanho do presente é o que determina o tamanho de seu amor. Então, pessoas fazem sacrifícios se endividando para comunicar por meio de um objeto/presente o que sentem pelo outro e durante o resto do ano esquecem de criar uma sintonia com o parceiro em um ambiente de confiança onde possa expôr suas fragilidades e ser acolhido. No início do relacionamento as pessoas vivem mais a idealização. Cada um quer agradar o outro e quer também atender o ideal do outro, logo existem menos conflitos oriundos das divergências de ideias. Porém, a medida que a convivência aumenta e o relacionamento fica mais complexo, os conflitos tendem a se intensificar e o diálogo se faz necessário para o crescimento de cada um e do relacionamento. A palavra dita e a palavra ouvida com atenção e compreensão promovem o entendimento, um novo jeito de lidar com os conflitos e possibilita uma maneira de viver que agrada a ambos.
Como a palavra tem força e o entendimento é difícil, para que o amor cresça e o relacionamento evolua a terapia de casal é um bom caminho para desenvolver a escuta e a fala com respeito, admiração e empatia. Portanto, buscar a terapia pode ser um ótimo presente para Dia dos Namorados, e quem irá agradecer é a relação.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O DITO E O NÃO DITO NOS RELACIONAMENTOS.

As adversidades nos relacionamentos estão em grande parte associadas às dificuldades de comunicação, basicamente ao que um diz e ao que o outro entende. Isto ocorre porque as mensagens são decodificadas pelo mundo subjetivo e os juízos de valores que cada um carrega em si. As pessoas ao expressarem o que pensam ou sentem quanto a determinados assuntos estão emitindo crenças, opiniões e vontades de seu mundo subjetivo. Aquele que ouve, que possui um outro jeito de ser, pensar e entender as coisas, irá interpretar a partir de seu próprio mundo a mensagem e o conteúdo enviados, e é esse mecanismo de diferentes interpretações que irá ocasionar os conflitos no universo das relações. A interpretação errônea do que um diz e o outro entende leva a tomadas de decisões muitas vezes precipitadas, tais como: rompimentos de relacionamentos, tristezas, solidão, silêncios que produzem a paralização do crescimento das pessoas e das relações. O comportamento de choro ou a alteração da voz em uma discussão mais acalorada leva com frequência ao desentendimento do que se quer comunicar, pois depende do significado que cada um dá a essas manifestações emotivas. Quando alguém parte do pressuposto que a alteração de voz, choro ou falta de olhar tem o significado de um “cala a boca” quem ouve, diante disso, pode se calar e não mais voltar a falar no assunto. O silêncio produzido e assumido pelos envolvidos cria um código de assuntos proibidos para evitar ter novos conflitos e sensações desprazerosas e afastamentos. Por outro lado, muitas vezes as pessoas, devido a sensação de não terem sido compreendidas, tornam-se repetitivas. Ainda, o fato de não terem recebido a resposta que esperavam segundo sua subjetividade e seu juízo de valores, continuam perguntando e esperando aquela resposta que muitas vezes não vem, ou vem para encerrar o assunto. Em outras situações, as pessoas acreditam que as coisas devem ser feitas seguindo sua experiência, seu conhecimento e seu querer, e esquecem que o outro é diferente de si, e este acaba agindo de acordo com seu próprio ponto de vista. Assim sendo, nas relações surge uma vida insustentável, de conflitos e desavenças, onde cada um acaba se perguntando: será que tem saída? Como se esta fosse unicamente o outro aceitar e agir como se quer e se entende a vida e as relações.
Arriscamos aqui colocar o significado de liberdade e crescimento nas relações. Uma relação que pretende chegar à maturidade necessita a aceitação um do outro que se faz por meio do dito e feito, em um terreno emocional favorável que permita ouvir com atenção para compreender os valores e o mundo subjetivo do outro. No entanto, sabemos que isso não é fácil e por esta razão as pessoas buscam a ajuda de um terapeuta de casal, família ou de grupo para auxiliar na tradução da mensagem que se deseja comunicar, bem como levar cada um conhecer a si mesmo e identificar o que carrega como verdades que dificultam seu crescimento e de suas relações. Então, dizer é importante quando o outro ou outros estão em condições emocionais favoráveis para ouvir e transformar-se com a informação comunicada em um convívio mais livre e maduro, com respeito e empatia.
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

EMPATIA E RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Empatia

Estamos vivendo um momento de muita crise nos relacionamentos interpessoais, seja ele no âmbito familiar, profissional, empresarial ou de negócios. Diante de tantas mudanças, valores e posturas distintas no mundo em que vivemos, e principalmente pela tentativa de cada um de salvar a própria pele, não se consegue chegar a um bom termo nas desavenças, e não raramente as pessoas movem processos para tentar tirar o máximo que podem da situação e do outro, muitas vezes inviabilizando a continuidade dos relacionamentos. Assim sendo, a empatia vem em auxílio a esses conflitos.

Empatia é o processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro, na realidade do outro. E com isso busca compreender como o outro se sente, pensa, e quais as razões que o fazem agir de determinada maneira. Ser empático é compreender a percepção do outro, sua razão, seu mundo. Essa percepção possibilita entender o que se passa com outro. E além disso, propicia a aceitação do outro, o que beneficia uma solução que atenda a todos ou que minimize os danos.

No âmbito familiar, surgem os conflitos quando se exige que o outro desempenhe atividades, assuma responsabilidades ou tenha certos comportamentos que se acredita ser coerentes, sem perguntar ou observar que sejam possíveis. Muitas vezes, as exigências não são passíveis de serem executadas por aquele que exige. Outras, que não se quer realizar, mas que são necessárias, passam a ser determinadas, tais como: cuidar de familiares dependentes sacrificando a vida somente de um; assumir o financeiro sem querer saber da realidade possível, etc. Em processos de separação, na divisão dos bens, é comum que cada um ache que tem mais direitos e menos deveres. Se as pessoas avaliassem o que é justo, colocando-se no lugar do outro, evitariam muitos conflitos, inclusive para os filhos. Compreender que na criação dos filhos, pais e mães têm igual responsabilidades, devendo assim dividir igualmente o cuidado e acompanhamento da prole, facilitaria a vida de todos, no entanto diante da dificuldade de empatia, surgem sentimentos de vitimização e injustiça.

No campo profissional, percebe-se exigências para que se produza mais por menos, para que se realize tarefas mesmo sem competência para tal, com sobrecarga, ou inviáveis, fazendo com a pessoa se sinta desvalorizada. Por outro lado, o colaborador também não consegue se colocar no lugar da empresa e avaliar sua condição diante de uma crise econômica, quando deveria se colocar a maior disposição, comprometer-se mais e trabalhar buscando soluções e não somente direitos. É muito comum quando as pessoas querem se desligar da empresa solicitar que o empresário faça “acertos” que na verdade são erros, pois quem solicita se desligar deveria seguir as regras das leis trabalhistas. Colocar-se no lugar do outro é também pensar como seria se o proprietário da empresa dissesse: “preciso demitir você, mas como não posso indenizar sua demissão preciso que peça o desligamento”. Nas relações comerciais, compromissos assumidos em um momento sem crise econômica, quando a crise aparece é difícil rediscutir, repensar e buscar uma nova solução para ambos, quando não há empatia.

Para que as relações possam continuar saudáveis e o momento de crise se estabilize é muito importante conseguir analisar a situação de forma global colocando-se no lugar do outro para se chegar a uma nova configuração, perdendo-se em um momento e ganhando em outro, e assim viver uma vida no mínimo interessante.

 

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

TERAPIAS ALTERNATIVA E O MERGULHO NA COMPLEXIDADE DO SER.

Queremos aqui refletir sobre as escolhas que as pessoas fazem para aliviar suas dores e angústias em busca de um bem estar imediato. Hoje muitas “terapias” surgem nas mídias ou nas experiências que muitos se submetem com “promessa de felicidade”. Porém, a existência de cada um, suas diversas interações e consequentes tomadas de decisões são complexas. Vale ressaltar que o mundo subjetivo, próprio de cada ser, no que se é e se sente internamente, é de difícil entendimento. Logo, se alguém quiser tirar de si as dores mais íntimas e arraigadas deve mergulhar nas profundezas do seu eu. Para adentrar nesse mar de incertezas, sugerimos a escolha de um instrutor que tenha sabedoria, conhecimento técnico-científico e paciência para acompanhar o passo a passo nessa busca de dias melhores, pois sabemos que a imperícia e a imprudência na busca de solução para o mal estar é que poderá nos afogar nas turbulências da vida.
A pessoa em sofrimento começa a se questionar o que deve fazer para se livrar da dor e receitas e indicações não faltam por parte de conhecidos, amigos e internet. Muitas vezes nesta busca de alívio imediato perde a oportunidade de descobrir o quanto pode aprender e se reconstruir com essa dor. Ao contrário, fica procurando novos mares, nadando na superficialidade de seu eu, pois aprofundar-se e compreender a si mesmo e suas relações requer apropriar-se de sua história e comprometer-se com sua vida e suas escolhas. Para isso, não pode transferir a outros o poder dessa transformação, precisa correr os riscos e enfrentar os próprios monstros de seu mar, o que só é possível com um instrutor que empaticamente se disponha a acompanhá-lo e orientá-lo, entendendo que o mergulho é necessário para que continue aprofundar-se cada vez mais e assim encontrar seus tesouros mais significativos.
A escolha de ficar na superfície ou mergulhar profundamente deve ser de cada um. Porém, na superficialidade tem o que boia, o que não tem peso, o que todos veem e fica-se a mercê dos ventos, das marés, do “outro”. Nessa compreensão de soluções encontra dietas e curas milagrosas que têm a função de embaçar a visão e manter a busca constante sem direção. Com isso espera que o médico tenha o poder da cura por meio da administração de uma medicação eficaz, ou que outros tratamentos ou terapeutas imediatamente lhe explique o porquê de sua dor, eliminando-a. Espera ainda que o parceiro ou parceira o faça feliz, tendo que advinhar/descobrir o que necessita e em consequência faça o que muitas vezes não consegue fazer, descompromissando a si mesmo. Que seu filho e/ou filha realize seus sonhos, pois “faz tudo por ele e/ou ela” abrindo mão do que um dia desejou.
Muitos tratamentos e métodos hoje oferecem o alívio imediato a angústias, mas expõem a história, as dores e defesas mais profundas. Para se compreender os acontecimentos que por muito tempo se acentaram no fundo do nosso ser é necessário se entender a complexidade das interações que os fizeram adormecer. Tirá-los e manipulá-los sem cuidado adequado do lugar que se encontra é abrir feridas nas relações e história de vida que trarão com o tempo sequelas ainda maiores.
Para se viver bem, profunda e intensamente, precisa-se inicialmente conhecer a si mesmo e entender suas relações. Para dar conta de sua vida se faz necessário implicação. E implicar-se é provocar uma ação em si. Uma das ações recomendada é o processo psicoterapêutico, com psicólogo que tenha conhecimento na área que se quer intervenção, para assim se ter um mergulho seguro, pois o instrutor deve iluminar o caminho com cuidado e no tempo possível, para que o mergulhador possa enxergar os perigos existente, além de desenvolver as habilidades para enfrentá-los, pois só assim poderá enxergar os tesouros que possui e tomar posse deles para uma vida mais rica e uma vivência mais saudável em seu mundo de relações e realizações.
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

ANSIEDADE, COMO ENTENDÊ-LA?

O Transtorno de Ansiedade muitas vezes acaba sendo confundido com ansiedade situacional e por esta razão um bom diagnóstico, com profissional capacitado, que possa indicar um tratamento eficaz ou encaminhamento para a resolução da situação que desencadeou os sintomas é imprescindível. A ansiedade é uma característica biológica do ser humano que se manifesta como uma sensação ou sentimento decorrente da excitação do Sistema Nervoso Central ao interpretar uma situação de perigo. Diante do perigo a reação de medo é inevitável, porém o medo se refere a um objeto real, palpável, já a ansiedade se refere à estímulos de características subjetivas.

Evoluímos e nos civilizamos, não temos mais predadores que ameaçam nossas vidas. No entanto, há momentos em que a pressão social se torna muito pesada com tantas exigências externas ou internas (passar no vestibular, no concurso, tirar boa nota, provas, conseguir um bom emprego, ser bem sucedido, casar, ter filhos etc…) o que faz nos sentimos emocionalmente ameaçados. Essas exigências desencadeiam sensações de medo e insegurança de não conseguir atingir o resultado esperado. Tal receio se apresenta como sintomas de ansiedade, sejam: sudorese na palma das mãos, planta dos pés, distúrbios gastro-intestinais, taquicardia, distúrbios do sono, inquietação que pode levar a pessoa a ter compulsão alimentar, uso de substâncias psicoativas ou de medicações na tentativa de aliviar tais sensações. A dificuldade para entendermos os sintomas ou a fragilidade das pessoas em enfrentá-los é que muitas vezes levam a cronificação da ansiedade. Nossa sociedade não está preparada para acolher pessoas com determinadas vulnerabilidades e tendem a isolá-las ao invés de oferecer ajuda ou encaminhamento adequado. Por esta razão o acolhimento, com respeito, por um profissional que compreenda a pessoa, seus sintomas, e a ajude a entender, aceitar e superar seus conflitos e fragilidades, possibilitando-a encontrar novos olhares para a situação que se apresenta, é que poderá lhe dar a oportunidade para que vislumbre novos caminhos e canalize sua ansiedade para atitude produtiva, dirigida para uma ação realizadora.
Não somos senhores da sabedoria de tudo que nos apresenta. Não temos a obrigação de conhecermos todas as respostas. Pelo contrário. Somos seres humanos, fragilizados por uma sociedade exigente que pouco nos tem ensinado a suportar frustrações. Precisamos aprender a lidar com nossas ineficiências. Não com justificativas. Mas com a capacidade de entender que não podemos ser tudo para todos. O medo (ou ansiedade) diante da realidade que desconhecemos e da impossibilidade de correspondermos a tantas expectativas é inevitável, nos cabe então percebermos nossas fragilidades para paradoxalmente nos fortalecermos para realizarmos os enfrentamos necessários.
Óbvio que esta tarefa não é fácil e sozinhos nos sentimos ameaçados. Portanto, o processo terapêutico, com técnicas cientificamente comprovadas e profissional qualificado, ajuda a não só entendermos nossa ansiedade, mas também não vê-la como uma vilã, e sim como uma energia que bem canalizada auxilia nosso crescimento.

A ansiedade é um sinal de alerta, de um possível perigo eminente, porém não o é perigo. Ao evitarmos a ansiedade evitamos o cuidado devido. Devemos aprender a sentir. E não nos anestesiar da realidade. Um bom profissional poderá nos acompanhar e auxiliar para uma caminhada mais segura, de um caminho nem tão conhecido, no entanto com uma bagagem melhor estruturada e orientada para o futuro a trilhar.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

NA REALIDADE ATUAL, COMO SOLUCIONAR PROBLEMAS?

Nesse momento de instabilidade econômica e política que estamos vivendo, a sensação de medo e insegurança tomam conta de um grande número de pessoas, sejam elas colaboradores ou empresários, que por não conseguirem vislumbrar o futuro sentem-se vulneráveis. Os colaboradores temem pela demissão e os empresários temem não conseguir honrar os compromissos assumidos. Ambos, diante disso, com a ideia de buscar uma saída e “salvar sua própria pele”, muitas vezes tomam atitudes individualistas perdendo o espírito de equipe. O problema é que vivemos em uma realidade interdependente e nossas atitudes, mesmo não desejando, irão interferir de alguma forma no meio que estamos inseridos.

É tempo de reinventar. Nada melhor para isso do que vencer a barreira que separa o eu do nós e criar equipes que se motivem na busca de soluções, pesquisando as necessidades do momento, vislumbrando oportunidades para evoluir nesse contexto, vencendo o medo do futuro. Pessoas conectadas sentem-se mais seguras por poder contar com outras que contribuam com ideias e visões diferentes para pensar no problema e encontrar soluções. Porém, com frequência encontramos nesses momentos pessoas que só apontam culpados e identificam vítimas e com isso perdem tempo e talento. Esses poderiam ser melhor aproveitados se utilizados para a busca de novos caminhos e criação de novos produtos e serviços que satisfaçam as necessidades da sociedade.
Em situações ameaçadoras, dois comportamentos são observados: o de luta ou de fuga. Para qualquer um destes, é importante haver uma análise. Qual a consequência da fuga? Que estratégia de luta é mais adequada? No mundo corporativo, em situações como a que vivemos, é comum as pessoas realizarem rotinas de trabalho exaustivas sem ouvir ninguém, acreditando que sozinhas vão salvar sua “pele”, mas se sobrecarregam a ponto de não poder suportar. Outros, para fugir da situação sem se importar com o que acontece com os demais tomam decisões impulsivas e embarcam em qualquer proposta nova que aparece e com o tempo encontram-se na mesma situação: frustrados e sem rumo.
Portanto, se a situação causa medo e insegurança se faz necessário uma análise do contexto com outros olhares, com pessoas que tenham conhecimento técnico para olhar de fora, com critérios e cuidados que permitam orientar para continuar na luta, ou sair na busca de novos caminhos com estratégias adequadas de intervenção.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
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