Arquivos de Autor: noemicappellesso

A EMPRESA QUE SELECIONA CONTRIBUI COM UMA SOCIEDADE MELHOR.

A sociedade como um todo é feita de pessoas diferentes em suas competências, necessidades, desejos e visão de mundo. Essas pessoas participam de vários sistemas e carregam em si sua cultura, seus valores, e em sua existência desejam contribuir para a construção da sociedade, mas nem sempre sabem como ou onde podem estar para que isso aconteça. As empresas também carregam seus sonhos de existir e permanecer contribuindo para o desenvolvimento da sociedade, sendo úteis no seu existir e na produção de bens e serviços, para isso precisam de pessoas com competências para desenvolver as mais diversas atividades que em sincronia uma com as outras criam o sistema organizacional.

Para que seja possível este encontro de pessoas e organização se faz necessário, por meio de técnicas e estudos desenvolvidos por profissional competente, promover o conhecimento tanto da empresa que necessita de colaborador, quanto da pessoa que busca um espaço ocupacional para agregar valor a uma organização.
A Psicologia Organizacional se propõe a ser uma via possível para que isso aconteça, pois, ao selecionar, o psicólogo busca conhecer a Empresa em sua missão, visão e valores, bem como em contato com potencias existente no mercado, identificar aquele que possui as competências necessárias para que a organização possa cumprir a missão de seu existir. Conhecendo aquele talento e analisando junto a ele quais seus desejos, necessidades, valores, visão de mundo e as competências que possui para fazer cumprir esses anseios, ou ainda, o que precisa desenvolver por meio de formações ou qualificações indicadas, com certeza diante deste entendimento essa pessoa irá se empenhar e dedicar em suas atividades para sua satisfação profissional.
Sabe-se que pessoas que trabalham desconectadas do que acreditam ou priorizam na vida são mais propensas a adoecer, e com isso adoecem também as organizações. Quem já não trabalhou ao lado de pessoa que ao receber um projeto novo diz logo que não vai dar certo? Ou não dão a importância e estudo aprofundados necessários ao que lhe é proposto? Ou ainda, muitas vezes sabotam o projeto fazendo mal o que lhe é determinado? É comum escutarmos pessoas nas organizações relatando tais fatos. Nesse sentido, o processo de seleção visa minimizar estas questões, fazendo uma aproximação de pessoas e organizações que possam caminhar com suas missões visões e valores sincronizados.
O investimento feito em seleção por profissionais qualificados se torna imensamente lucrativo tanto para empresa, quanto para as pessoas, pois embora vivemos em um “mundo de descartáveis”, as organizações precisam de “pessoas duráveis” e de continuidade, e as pessoas precisam traçar e seguir um caminho que traga satisfação e bem-estar.
Portanto, acreditamos que empresa que seleciona contribui para um mundo melhor, pois embora conflitos e dificuldades surjam ao longo do caminho a empresa sabe com quem pode contar, e as pessoas, reconhecendo a oportunidade e respeito que lhe dado, certas da possibilidade de contribuir com seu saber, estarão dispostas a seguir esse caminho de construção, mesmo que seja por um período de tempo, aquele necessário para o desenvolvimento de ambos.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O JOGO DA VIDA

Viver nem sempre é fácil ou tranquilo. A vida, como em um jogo, apresenta etapas a serem vencidas, com acontecimentos por vezes simples e em outros momentos, mais complexos. Atitudes necessitam ser tomadas para que as etapas sejam ultrapassadas. Essas atitudes são embasadas nas competências adquiridas ao longo caminhada. Então basta dar um “start”, e a imaginação com a tecnologia permitirão brincar no jogo da vida.
Ao começar um jogo o jogador tem poucas competências e por esta razão as primeiras etapas são mais simples, “mais fáceis”. Inicia o jogo tentando compreendê-lo, buscando seu objetivo por tentativa e erro, para então, ao entendê-lo e desenvolvidas as competências necessárias, passar de fase. Quando consegue, fica feliz pela etapa vencida e segue em frente desafiando a si mesmo, sabendo que a próxima etapa será mais “difícil” e não desiste. Confiante pelas competências adquiridas e o desejo de vencer vai adiante recorrendo às aprendizagens anteriores, enfrentando as novas tarefas, que muitas vezes continuam sendo tomadas por tentativas e erros até que novos aprendizados levem a novas competências.
No Jogo da Vida é importante entender que jogo se está jogando e ter a consciência de onde se está e para onde se vai, enfrentando os desafios inerentes ao ciclo vital. Na tenra idade se tem muitos desafios desde ficar em pé, locomover-se, falar, mas se está protegido e com amparo de adultos, que supostamente nutrem afetos positivos e incentivam o seu passar de fase liberando para a fase seguinte. Vencida esta etapa inicial, vem a fase da socialização com o ingresso na escola. Nesta etapa novos desafios em grupos com pouco mais de complexidade. Aqui se faz necessário desenvolver a competência de compreender que existe outras pessoas bem diferente, com costumes e valores distintos dos seus, com atitudes variadas, agressivas ou carinhosas, amigos ou inimigos. Novas competências são necessárias, pois o jogo continua e sobreviver é preciso. Depois surge a necessidade da escolha profissional, escolha amorosa, separação dos pais para que ocorra a própria construção do ser e o jogo fica ainda mais complexo. Surgem novas ideologias que entram em choque com as que viveu em casa. É necessário desenvolver o senso crítico, tomar atitudes, a tensão aumenta, os caminhos são muitos, e as dúvidas angustiam. Por onde seguir? Busca-se informações e se arrisca ou fecha-se naquilo que melhor convém, com menos riscos? Isso vai depender de quanto o jogador é curioso ou competitivo, ou de querer se destacar ou deixar a vida levar. No entanto, não dá para parar no meio do jogo e a próxima fase traz novos desafios: vida profissional, casamento, filhos, vida econômica, etc., novas competências são exigidas e aprender o jogo é emocionante, mas também cansativo, tenso e mais do que difícil, é muito complexo. Sobretudo, o objetivo do jogo é ultrapassar todas as etapas e saber que no meio do caminho existirão obstáculos, “monstros”, “fantasmas”, “chefões” que necessitam ser decifrados e vencidos.
Como cada um tem a sua grandeza de mundo interno e a complexidade do seu existir, frequentemente necessita de momentos de parada para examinar o jogo, descobrir e escolher melhor as ferramentas e truques que pode utilizar. Assim sendo, os psicólogos possuem a bonita função de estar ao lado de tantas pessoas que buscam compreender e aceitar o desafio de seguir adiante, superando cada fase até encontrar a alegria de jogar desenvolvendo as competências necessárias, curtindo o “Jogo da Vida”!

NOEMI CAPPELLESSO FINKLER – Psicóloga – CRP – 08/03539
ELISA MARA RIBEIRO DA SILVA – Psicóloga – CRP – 08/03543

POEMA PARA DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Imaginemos Sociedades
de Mulheres e Homens
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de suas diferenças sexuais

Homens e Mulheres
Crianças-jovens-adultos-idosos
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de gerações

Mulheres e Homens
Brancos, negros, amarelos
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de cor, raça etnia

Homens e Mulheres
Com ou sem necessidades especiais
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de condições psicofísicas

Mulheres e Homens
Cultivando sua igualdade de seres humanos
Na diversidade de culturas, religiões,
territórios, países, nações.

Este e o NOVO HORIZONTE
De “um outro mundo possível”
Para o qual aponta o desejado
Equilíbrio Masculino-Feminino.

Por acreditar “Um outro mundo e possível” com Novas Relações Sociais de Gênero
Que se manifestam na Equidade que respeita a Diversidade Social
Como condição de garantir a Igualdade de Direitos Humanos…
A esta causa dedico grande parte de minha existência.
Moema Viezzer

RTC Alianca, Toledo, 08.03.2016

QUEM JULGA SUA VIDA ?

Diante de um conflito na vida das relações é recomendável se analisar o fato e buscar o caminho mais adequado para reparar os danos, de tal forma que os envolvidos possam continuar suas vidas e os relacionamentos sem traumas. Porém, o que se tem observado é que a inflexibilidade, a falta de paciência e de disponibilidade em buscar soluções levam as pessoas à Justiça para que alguém que lhes dê solução, aliás, por vezes não necessariamente solução senão a confirmação de estarem certas, validando seu ponto de vista. Essa realidade aumenta o número de processos que se arrastam por longo tempo no Judiciário e deixa a vida dos envolvidos amarrada a uma lide, na esperança que um terceiro venha julgar o que muitas vezes só os envolvidos são capazes de avaliar e mensurar quanto ao dano emocional causado e, compreender qual a parcela de cada um no conflito oportunizando a aprendizagem da resiliência.

A falta de hábito em fazer uma autoanálise com o objetivo de colocar-se no lugar do outro e entender o conflito na busca de soluções em conjunto é uma das causas da juridicialização dos conflitos interpessoais. O aumento do número de processos abarrotando os Tribunais faz com que a demanda seja maior do que o Judiciário possa dar conta e isso prejudica a celeridade processual. Algumas reflexões neste momento são pertinentes: O que está acontecendo com a humanidade? Que lutas internas estão travando? Que cegueira emocional é esta? Que sentimento impossibilita o colocar-se no lugar do outro? O que determina se ver sempre como vitima e acreditar que o outro é quem deve reparar os danos? O radicalismo seja ele qual for é uma trava para que novas possibilidades surjam e tragam novos horizontes. É preciso estar disposto a rever conceitos, a fazer análises mais profundas e se modificar para um bem maior, onde o importante não só o meu, nem só o seu, mas o todo. Aquele que harmoniza as relações compreende e consegue escutar o ponto de vista do outro. Diante desta realidade, alternativas estão sendo propostas pelo próprio Judiciário para a solução de conflitos, como a mediação e conciliação. Por meio destas, busca-se de forma neutra ouvir as partes e principalmente fazer com possam reestabelecer a comunicação apoderando-se da capacidade de resolver seus conflitos.
A sentença é uma decisão fria, pela qual o Juiz a partir de um “pedido escrito”, por meio da argumentação de um representante e suas provas deverá aplicar a lei. Porém, diante da complexidade das relações e dos sentimentos do ser humano, nem tudo se consegue transcrever nem analisar minuciosamente, o que faz com que os operadores do Direito se utilizem de vários casos com similaridade para interpretar a Lei e dar uma sentença favorável a uma das partes. Assim, sempre haverá um vencedor e um perdedor e nada se modifica. Um bom mediador oportuniza a reflexão, o entendimento do que está além dos pedidos processuais. Possibilita olhar pessoas em interação que possuem sentimentos os quais muitas vezes podem cegar a capacidade de encontrar soluções. E principalmente, propicia validar a vontade latente de se ver atendido, escutado, mesmo que não tão vitorioso.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O QUE SE FALA E O QUE SE VIVE?

Todo o ano no dia 12 de junho aqui no Brasil comemoramos o Dia dos Namorados, e cada pessoa busca um jeito criativo, ou repetitivo, para demonstrar o seu sentimento. Muitas vezes ouvimos que o gesto dispensa a palavra. Neste dia muitas pessoas esperam dar ou receber sua manifestação de amor com gestos, palavras ou ambos. Mas será que nesses dias todos se sentirão felizes? O que um quer comunicar e o que o outro recebe será que é a mesma coisa? Qual o peso da palavra ou desse gesto?

Transitando no campo da subjetividade, sabemos que muitas vezes tentamos dizer o que sentimos, mas nem sempre a fala dá conta do que queremos dizer. É difícil comunicar o que se passa no mundo subjetivo. As expectativas nem sempre são correspondidas, pois as pessoas escutam e interpretam segundo sua forma de ser, de ver e sentir o mundo. Um diz uma coisa e o outro entende outra. Nesse dia, ainda, as pessoas recebem pela mídia, focada no comércio, a mensagem que o tamanho do presente é o que determina o tamanho de seu amor. Então, pessoas fazem sacrifícios se endividando para comunicar por meio de um objeto/presente o que sentem pelo outro e durante o resto do ano esquecem de criar uma sintonia com o parceiro em um ambiente de confiança onde possa expôr suas fragilidades e ser acolhido. No início do relacionamento as pessoas vivem mais a idealização. Cada um quer agradar o outro e quer também atender o ideal do outro, logo existem menos conflitos oriundos das divergências de ideias. Porém, a medida que a convivência aumenta e o relacionamento fica mais complexo, os conflitos tendem a se intensificar e o diálogo se faz necessário para o crescimento de cada um e do relacionamento. A palavra dita e a palavra ouvida com atenção e compreensão promovem o entendimento, um novo jeito de lidar com os conflitos e possibilita uma maneira de viver que agrada a ambos.
Como a palavra tem força e o entendimento é difícil, para que o amor cresça e o relacionamento evolua a terapia de casal é um bom caminho para desenvolver a escuta e a fala com respeito, admiração e empatia. Portanto, buscar a terapia pode ser um ótimo presente para Dia dos Namorados, e quem irá agradecer é a relação.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O DITO E O NÃO DITO NOS RELACIONAMENTOS.

As adversidades nos relacionamentos estão em grande parte associadas às dificuldades de comunicação, basicamente ao que um diz e ao que o outro entende. Isto ocorre porque as mensagens são decodificadas pelo mundo subjetivo e os juízos de valores que cada um carrega em si. As pessoas ao expressarem o que pensam ou sentem quanto a determinados assuntos estão emitindo crenças, opiniões e vontades de seu mundo subjetivo. Aquele que ouve, que possui um outro jeito de ser, pensar e entender as coisas, irá interpretar a partir de seu próprio mundo a mensagem e o conteúdo enviados, e é esse mecanismo de diferentes interpretações que irá ocasionar os conflitos no universo das relações. A interpretação errônea do que um diz e o outro entende leva a tomadas de decisões muitas vezes precipitadas, tais como: rompimentos de relacionamentos, tristezas, solidão, silêncios que produzem a paralização do crescimento das pessoas e das relações. O comportamento de choro ou a alteração da voz em uma discussão mais acalorada leva com frequência ao desentendimento do que se quer comunicar, pois depende do significado que cada um dá a essas manifestações emotivas. Quando alguém parte do pressuposto que a alteração de voz, choro ou falta de olhar tem o significado de um “cala a boca” quem ouve, diante disso, pode se calar e não mais voltar a falar no assunto. O silêncio produzido e assumido pelos envolvidos cria um código de assuntos proibidos para evitar ter novos conflitos e sensações desprazerosas e afastamentos. Por outro lado, muitas vezes as pessoas, devido a sensação de não terem sido compreendidas, tornam-se repetitivas. Ainda, o fato de não terem recebido a resposta que esperavam segundo sua subjetividade e seu juízo de valores, continuam perguntando e esperando aquela resposta que muitas vezes não vem, ou vem para encerrar o assunto. Em outras situações, as pessoas acreditam que as coisas devem ser feitas seguindo sua experiência, seu conhecimento e seu querer, e esquecem que o outro é diferente de si, e este acaba agindo de acordo com seu próprio ponto de vista. Assim sendo, nas relações surge uma vida insustentável, de conflitos e desavenças, onde cada um acaba se perguntando: será que tem saída? Como se esta fosse unicamente o outro aceitar e agir como se quer e se entende a vida e as relações.
Arriscamos aqui colocar o significado de liberdade e crescimento nas relações. Uma relação que pretende chegar à maturidade necessita a aceitação um do outro que se faz por meio do dito e feito, em um terreno emocional favorável que permita ouvir com atenção para compreender os valores e o mundo subjetivo do outro. No entanto, sabemos que isso não é fácil e por esta razão as pessoas buscam a ajuda de um terapeuta de casal, família ou de grupo para auxiliar na tradução da mensagem que se deseja comunicar, bem como levar cada um conhecer a si mesmo e identificar o que carrega como verdades que dificultam seu crescimento e de suas relações. Então, dizer é importante quando o outro ou outros estão em condições emocionais favoráveis para ouvir e transformar-se com a informação comunicada em um convívio mais livre e maduro, com respeito e empatia.
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

EMPATIA E RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Empatia

Estamos vivendo um momento de muita crise nos relacionamentos interpessoais, seja ele no âmbito familiar, profissional, empresarial ou de negócios. Diante de tantas mudanças, valores e posturas distintas no mundo em que vivemos, e principalmente pela tentativa de cada um de salvar a própria pele, não se consegue chegar a um bom termo nas desavenças, e não raramente as pessoas movem processos para tentar tirar o máximo que podem da situação e do outro, muitas vezes inviabilizando a continuidade dos relacionamentos. Assim sendo, a empatia vem em auxílio a esses conflitos.

Empatia é o processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro, na realidade do outro. E com isso busca compreender como o outro se sente, pensa, e quais as razões que o fazem agir de determinada maneira. Ser empático é compreender a percepção do outro, sua razão, seu mundo. Essa percepção possibilita entender o que se passa com outro. E além disso, propicia a aceitação do outro, o que beneficia uma solução que atenda a todos ou que minimize os danos.

No âmbito familiar, surgem os conflitos quando se exige que o outro desempenhe atividades, assuma responsabilidades ou tenha certos comportamentos que se acredita ser coerentes, sem perguntar ou observar que sejam possíveis. Muitas vezes, as exigências não são passíveis de serem executadas por aquele que exige. Outras, que não se quer realizar, mas que são necessárias, passam a ser determinadas, tais como: cuidar de familiares dependentes sacrificando a vida somente de um; assumir o financeiro sem querer saber da realidade possível, etc. Em processos de separação, na divisão dos bens, é comum que cada um ache que tem mais direitos e menos deveres. Se as pessoas avaliassem o que é justo, colocando-se no lugar do outro, evitariam muitos conflitos, inclusive para os filhos. Compreender que na criação dos filhos, pais e mães têm igual responsabilidades, devendo assim dividir igualmente o cuidado e acompanhamento da prole, facilitaria a vida de todos, no entanto diante da dificuldade de empatia, surgem sentimentos de vitimização e injustiça.

No campo profissional, percebe-se exigências para que se produza mais por menos, para que se realize tarefas mesmo sem competência para tal, com sobrecarga, ou inviáveis, fazendo com a pessoa se sinta desvalorizada. Por outro lado, o colaborador também não consegue se colocar no lugar da empresa e avaliar sua condição diante de uma crise econômica, quando deveria se colocar a maior disposição, comprometer-se mais e trabalhar buscando soluções e não somente direitos. É muito comum quando as pessoas querem se desligar da empresa solicitar que o empresário faça “acertos” que na verdade são erros, pois quem solicita se desligar deveria seguir as regras das leis trabalhistas. Colocar-se no lugar do outro é também pensar como seria se o proprietário da empresa dissesse: “preciso demitir você, mas como não posso indenizar sua demissão preciso que peça o desligamento”. Nas relações comerciais, compromissos assumidos em um momento sem crise econômica, quando a crise aparece é difícil rediscutir, repensar e buscar uma nova solução para ambos, quando não há empatia.

Para que as relações possam continuar saudáveis e o momento de crise se estabilize é muito importante conseguir analisar a situação de forma global colocando-se no lugar do outro para se chegar a uma nova configuração, perdendo-se em um momento e ganhando em outro, e assim viver uma vida no mínimo interessante.

 

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

TERAPIAS ALTERNATIVA E O MERGULHO NA COMPLEXIDADE DO SER.

Queremos aqui refletir sobre as escolhas que as pessoas fazem para aliviar suas dores e angústias em busca de um bem estar imediato. Hoje muitas “terapias” surgem nas mídias ou nas experiências que muitos se submetem com “promessa de felicidade”. Porém, a existência de cada um, suas diversas interações e consequentes tomadas de decisões são complexas. Vale ressaltar que o mundo subjetivo, próprio de cada ser, no que se é e se sente internamente, é de difícil entendimento. Logo, se alguém quiser tirar de si as dores mais íntimas e arraigadas deve mergulhar nas profundezas do seu eu. Para adentrar nesse mar de incertezas, sugerimos a escolha de um instrutor que tenha sabedoria, conhecimento técnico-científico e paciência para acompanhar o passo a passo nessa busca de dias melhores, pois sabemos que a imperícia e a imprudência na busca de solução para o mal estar é que poderá nos afogar nas turbulências da vida.
A pessoa em sofrimento começa a se questionar o que deve fazer para se livrar da dor e receitas e indicações não faltam por parte de conhecidos, amigos e internet. Muitas vezes nesta busca de alívio imediato perde a oportunidade de descobrir o quanto pode aprender e se reconstruir com essa dor. Ao contrário, fica procurando novos mares, nadando na superficialidade de seu eu, pois aprofundar-se e compreender a si mesmo e suas relações requer apropriar-se de sua história e comprometer-se com sua vida e suas escolhas. Para isso, não pode transferir a outros o poder dessa transformação, precisa correr os riscos e enfrentar os próprios monstros de seu mar, o que só é possível com um instrutor que empaticamente se disponha a acompanhá-lo e orientá-lo, entendendo que o mergulho é necessário para que continue aprofundar-se cada vez mais e assim encontrar seus tesouros mais significativos.
A escolha de ficar na superfície ou mergulhar profundamente deve ser de cada um. Porém, na superficialidade tem o que boia, o que não tem peso, o que todos veem e fica-se a mercê dos ventos, das marés, do “outro”. Nessa compreensão de soluções encontra dietas e curas milagrosas que têm a função de embaçar a visão e manter a busca constante sem direção. Com isso espera que o médico tenha o poder da cura por meio da administração de uma medicação eficaz, ou que outros tratamentos ou terapeutas imediatamente lhe explique o porquê de sua dor, eliminando-a. Espera ainda que o parceiro ou parceira o faça feliz, tendo que advinhar/descobrir o que necessita e em consequência faça o que muitas vezes não consegue fazer, descompromissando a si mesmo. Que seu filho e/ou filha realize seus sonhos, pois “faz tudo por ele e/ou ela” abrindo mão do que um dia desejou.
Muitos tratamentos e métodos hoje oferecem o alívio imediato a angústias, mas expõem a história, as dores e defesas mais profundas. Para se compreender os acontecimentos que por muito tempo se acentaram no fundo do nosso ser é necessário se entender a complexidade das interações que os fizeram adormecer. Tirá-los e manipulá-los sem cuidado adequado do lugar que se encontra é abrir feridas nas relações e história de vida que trarão com o tempo sequelas ainda maiores.
Para se viver bem, profunda e intensamente, precisa-se inicialmente conhecer a si mesmo e entender suas relações. Para dar conta de sua vida se faz necessário implicação. E implicar-se é provocar uma ação em si. Uma das ações recomendada é o processo psicoterapêutico, com psicólogo que tenha conhecimento na área que se quer intervenção, para assim se ter um mergulho seguro, pois o instrutor deve iluminar o caminho com cuidado e no tempo possível, para que o mergulhador possa enxergar os perigos existente, além de desenvolver as habilidades para enfrentá-los, pois só assim poderá enxergar os tesouros que possui e tomar posse deles para uma vida mais rica e uma vivência mais saudável em seu mundo de relações e realizações.
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539
Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

ANSIEDADE, COMO ENTENDÊ-LA?

O Transtorno de Ansiedade muitas vezes acaba sendo confundido com ansiedade situacional e por esta razão um bom diagnóstico, com profissional capacitado, que possa indicar um tratamento eficaz ou encaminhamento para a resolução da situação que desencadeou os sintomas é imprescindível. A ansiedade é uma característica biológica do ser humano que se manifesta como uma sensação ou sentimento decorrente da excitação do Sistema Nervoso Central ao interpretar uma situação de perigo. Diante do perigo a reação de medo é inevitável, porém o medo se refere a um objeto real, palpável, já a ansiedade se refere à estímulos de características subjetivas.

Evoluímos e nos civilizamos, não temos mais predadores que ameaçam nossas vidas. No entanto, há momentos em que a pressão social se torna muito pesada com tantas exigências externas ou internas (passar no vestibular, no concurso, tirar boa nota, provas, conseguir um bom emprego, ser bem sucedido, casar, ter filhos etc…) o que faz nos sentimos emocionalmente ameaçados. Essas exigências desencadeiam sensações de medo e insegurança de não conseguir atingir o resultado esperado. Tal receio se apresenta como sintomas de ansiedade, sejam: sudorese na palma das mãos, planta dos pés, distúrbios gastro-intestinais, taquicardia, distúrbios do sono, inquietação que pode levar a pessoa a ter compulsão alimentar, uso de substâncias psicoativas ou de medicações na tentativa de aliviar tais sensações. A dificuldade para entendermos os sintomas ou a fragilidade das pessoas em enfrentá-los é que muitas vezes levam a cronificação da ansiedade. Nossa sociedade não está preparada para acolher pessoas com determinadas vulnerabilidades e tendem a isolá-las ao invés de oferecer ajuda ou encaminhamento adequado. Por esta razão o acolhimento, com respeito, por um profissional que compreenda a pessoa, seus sintomas, e a ajude a entender, aceitar e superar seus conflitos e fragilidades, possibilitando-a encontrar novos olhares para a situação que se apresenta, é que poderá lhe dar a oportunidade para que vislumbre novos caminhos e canalize sua ansiedade para atitude produtiva, dirigida para uma ação realizadora.
Não somos senhores da sabedoria de tudo que nos apresenta. Não temos a obrigação de conhecermos todas as respostas. Pelo contrário. Somos seres humanos, fragilizados por uma sociedade exigente que pouco nos tem ensinado a suportar frustrações. Precisamos aprender a lidar com nossas ineficiências. Não com justificativas. Mas com a capacidade de entender que não podemos ser tudo para todos. O medo (ou ansiedade) diante da realidade que desconhecemos e da impossibilidade de correspondermos a tantas expectativas é inevitável, nos cabe então percebermos nossas fragilidades para paradoxalmente nos fortalecermos para realizarmos os enfrentamos necessários.
Óbvio que esta tarefa não é fácil e sozinhos nos sentimos ameaçados. Portanto, o processo terapêutico, com técnicas cientificamente comprovadas e profissional qualificado, ajuda a não só entendermos nossa ansiedade, mas também não vê-la como uma vilã, e sim como uma energia que bem canalizada auxilia nosso crescimento.

A ansiedade é um sinal de alerta, de um possível perigo eminente, porém não o é perigo. Ao evitarmos a ansiedade evitamos o cuidado devido. Devemos aprender a sentir. E não nos anestesiar da realidade. Um bom profissional poderá nos acompanhar e auxiliar para uma caminhada mais segura, de um caminho nem tão conhecido, no entanto com uma bagagem melhor estruturada e orientada para o futuro a trilhar.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

NA REALIDADE ATUAL, COMO SOLUCIONAR PROBLEMAS?

Nesse momento de instabilidade econômica e política que estamos vivendo, a sensação de medo e insegurança tomam conta de um grande número de pessoas, sejam elas colaboradores ou empresários, que por não conseguirem vislumbrar o futuro sentem-se vulneráveis. Os colaboradores temem pela demissão e os empresários temem não conseguir honrar os compromissos assumidos. Ambos, diante disso, com a ideia de buscar uma saída e “salvar sua própria pele”, muitas vezes tomam atitudes individualistas perdendo o espírito de equipe. O problema é que vivemos em uma realidade interdependente e nossas atitudes, mesmo não desejando, irão interferir de alguma forma no meio que estamos inseridos.

É tempo de reinventar. Nada melhor para isso do que vencer a barreira que separa o eu do nós e criar equipes que se motivem na busca de soluções, pesquisando as necessidades do momento, vislumbrando oportunidades para evoluir nesse contexto, vencendo o medo do futuro. Pessoas conectadas sentem-se mais seguras por poder contar com outras que contribuam com ideias e visões diferentes para pensar no problema e encontrar soluções. Porém, com frequência encontramos nesses momentos pessoas que só apontam culpados e identificam vítimas e com isso perdem tempo e talento. Esses poderiam ser melhor aproveitados se utilizados para a busca de novos caminhos e criação de novos produtos e serviços que satisfaçam as necessidades da sociedade.
Em situações ameaçadoras, dois comportamentos são observados: o de luta ou de fuga. Para qualquer um destes, é importante haver uma análise. Qual a consequência da fuga? Que estratégia de luta é mais adequada? No mundo corporativo, em situações como a que vivemos, é comum as pessoas realizarem rotinas de trabalho exaustivas sem ouvir ninguém, acreditando que sozinhas vão salvar sua “pele”, mas se sobrecarregam a ponto de não poder suportar. Outros, para fugir da situação sem se importar com o que acontece com os demais tomam decisões impulsivas e embarcam em qualquer proposta nova que aparece e com o tempo encontram-se na mesma situação: frustrados e sem rumo.
Portanto, se a situação causa medo e insegurança se faz necessário uma análise do contexto com outros olhares, com pessoas que tenham conhecimento técnico para olhar de fora, com critérios e cuidados que permitam orientar para continuar na luta, ou sair na busca de novos caminhos com estratégias adequadas de intervenção.

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga – Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543